Qual o uso do Aço 5160 na cutelaria?

Junior Dorigatti 18 de Maio de 2023
Qual o uso do Aço 5160 na cutelaria?

Quando se trata de cutelaria o tipo do aço utilizado é um fator que influencia em praticamente todos os processos. Nesse contexto, o aço 5160 é um dos tipos de aço mais queridos por cuteleiros iniciantes.

Para quem está dando seus primeiros passos em um estilo de vida afiado, escolher o aço correto e saber como utilizá-lo é essencial. Afinal de contas, cutelaria é coisa séria! Sendo assim, hoje vamos falar sobre o aço 5160 e entender um pouco mais sobre a produção de facas e facões.

O uso do aço 5160 na Cutelaria: saiba mais!

aço 5160 para canivetes e facas

O aço SAE 5160 é considerado um aço básico, para você que está procurando iniciar seus passos no mundo da cutelaria. Isso porque, de modo geral, é um tipo de aço que aceita alguns erros mínimos. É claro que, nada grotesco, nada exagerado, mas sim pequenas falhas.

Sendo assim, para quem ainda não tem muita experiência e comete erros básicos, ou para quem ainda tem dificuldade em executar todo o trabalho com extrema precisão, ele pode ser o aço correto. Seguindo as especificações do aço 5160, você irá conseguir um ótimo resultado.

A composição do aço 5160

Esse tipo aço contém em sua composição, aproximadamente, 0,6% de carbono e um pequeno percentual de cromo. A quantidade considerável de carbono presente nesse tipo de aço, oferece uma boa dureza no material.

Ou seja, trata-se de um aço de boa resistência a fadiga e tração. Além disso, possui também uma boa tenacidade, alta temperabilidade e ductilidade. Ao ser temperado, a dureza desse tipo de aço pode chegar até 60 HRc.

Ao realizar o revenimento, essa dureza é reduzida à cerca de 55 ou 56 HRc, o que é aceitável, já que oferece uma boa retenção de fio. Além do cromo e do carbono, aço 5160 também possui um pequeno percentual de manganês.

Normalmente, esse tipo de aço é disponibilizado em barras redondas ou retangulares. Com acabamentos trefilados, fosfatizados, retificados, polidos ou descascadas.Trata-se também de um tipo de aço muito utilizado na produção de molas automotivas.

A alma do aço 5160

Os tratamentos térmicos realizados durante o desenvolvimento de uma faca ou um facão é o que determina a alma do aço. Esses tratamentos normalmente podem incluir o recozimento e a normalização do aço, processos fundamentais na cutelaria.

Quanto ao recozimento e normalização do Aço 5160, é importante destacar que antes de temperar esse tipo de aço é interessante realizar ao menos três recozimentos completos, a fim de avaliar as tensões do aço.

Podemos dizer que o principal tratamento térmico necessário é a têmpera, que procede o revenimento. No caso do aço 5160, a têmpera é de 830 a 850, para garantir uma maior dureza do aço.

Dominar as técnicas do processo de tempera é fundamental para não jogar no lixo todo o trabalho realizado anteriormente. Por isso, o aço 5160 é considerado uma opção vantajosa, ele minimiza os erros e facilita o trabalho do cuteleiro iniciante.

Já o revenimento tem a missão de eliminar as tensões deixadas pela tempera. Para isso, sua lâmina precisará ser aquecida à temperaturas que estiverem a níveis mais baixos que a tempera.

Realizar o tratamento de revenimento é essencial para seu projeto. Caso contrário, você terá uma lâmina fraca, quebradiça, capaz de rachar apenas com uma queda. Em alguns casos, é preciso fazer revenimentos duplos ou triplos, de acordo com o aço utilizado.

Já o sub-zero é um procedimento que deve ser realizado de forma subsequente à tempera.  Afinal, ele funciona, basicamente, como uma continuidade dela. Sua função é aumentar o alcance da transformação interna de estruturas moles e estruturas do aço.

Esse procedimento é realizado com gelo seco e acetona, ou nitrogênio líquido, depende da temperatura escolhida. Vale a pena lembrar que o sub-zero deve ser realizado pouco tempo após a tempera, sendo assim, não dê crédito à procedimentos realizados com semanas de atraso.

Lembre-se te testar a dureza do aço

Uma das grandes características do aço SEA 5160 é a boa temperabilidade, além de ser resistente e conter excelentes propriedades acima de 300ºC. Sendo assim, o pode resultar em excelentes facas de diversos tamanhos e modelo.

Tudo depende da forma como o cuteleiro irá realizar os tratamentos térmicos, da tempera e do revenimento que a lâmina irá receber. Sendo assim, lembre-se de testar a dureza do aço após o término dos processos.

Para isso, passe uma lima no fio da lâmina. Uma boa tempera deverá executar um barulho agudo, sem marcar o aço. Além disso, espera-se que a lima não desbaste a parte temperada com facilidade.

Caso o barulho produzido seja um barulho de grave – e não agudo, como esperado, é um mal sinal. Manter o trabalho assim não irá garantir um material de qualidade por bastante tempo e o fio não irá durar.

Sempre vale a pena repetir o processo de desde a normalização do aço, até chegar ao ponto desejado. Como esperado, trata-se de um aço muito bom para se trabalhar!

Continue acompanhando nosso blog para receber mais dicas sobre cutelaria e nosso estilo de vida cuteleiro!
Confira nosso post e saiba quais são os melhores tipos de aços para cutelaria!

Postagens recentes

Pessoas entrando na feira IWA Outdoor Classics
27 de Maio de 2026
Cutelaria CIMO participa da IWA OutdoorClassics 2026

CIMO reforçou presença internacional na IWA OutdoorClassics 2026, na Alemanha A Cutelaria CIMO...

O que é cutelaria? O que faz um cuteleiro? Nós explicamos
27 de Maio de 2026
O que é cutelaria? O que faz um cuteleiro? Nós explicamos

A busca por excelência, tradição e durabilidade nos instrumentos de corte acompanha a...

Cutelaria CIMO confirma presença na Shot Fair Brasil 2026
22 de Maio de 2026
Cutelaria CIMO confirma presença na Shot Fair Brasil 2026

CIMO reforça presença internacional na Shot Fair Brasil 2026 A Cutelaria CIMO, referência...